Sexta-Feira, 30 de Julho de 2010

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Second Life na EAD é tema de debate no III Simpósio Virtual

Nesta sexta, 27 de novembro, Dia Nacional da Educação a Distância, teve continuidade o III Simpósio Virtual de EAD que, realizado com transmissão pela internet, reuniu mais de 8 mil inscritos no Brasil e no exterior. O evento do Portal Educação, realizado com o apoio da EAD Amazônia, FOLHA DIRIGIDA e Unisinos. Um dos temas debatidos, em mesa-redonda iniciada às 11h20, foi o Second Life aplicado à educação.

Jurandir Rafael explicou que o Second Life é um ambiente imersivo 3D, no qual o jovem se conecta através de um personagem, um avatar, para experimentar um simulacro do mundo real, com tarefas, jogos e prêmios. “Ele tem grande potencialidade em relação à EAD. Com uma mesma ferramenta o tutor e o professor podem estar utilizando chat, vídeo, powerpoint e áudio. Tem futuro promissor graças ao alto grau de interatividade e à parte lúdica, pela imersão natural do aluno que, mais atento, promove interação bem maior do que um LMS chapado, só com texto. Esses alunos de hoje, nascidos da década de 80 pra cá, querem explorar esses ambientes mais ricos. E o profissional de EAD não pode ter preconceitos em relação às ferramentas. É preciso experimentá-las”, afirmou o coordenador do  Departamento de Design Instrucional do Portal Educação.

João Mattar, pós-doutor e autor de livros como Second Life e Web 2.0 na Educação, deu continuidade ao debate. “A gente fala de Second Life aqui por ser ele um mundo virtual fácil de utilizar e gratuito. Mas, na verdade, falamos de mundos virtuais. A educação em mundos virtuais continua crescendo. É preciso quebrar o mito de que a tecnologia atua contra o conteúdo. O meio é a mensagem! Há conteúdo na própria ferramenta. Inclusive, saber utilizá-las já é um importante aprendizado. Conteúdo e forma não estão separados. A mídia faz parte do cotidiano dos atuais alunos, logo é preciso utilizar a tecnologia para se aproximar deles. É quase uma questão de sobrevivência”, disse ele, que prevê mudanças no setor.

“O LMS, como o conhecemos, ou o Moodle, são, na verdade, a celebração do encontro dos imigrantes sociais com a web, de uma geração mais velha que começa a interagir com este mundo. Mas os garotos de hoje já acham aquilo muito ultrapassado, pobre de recursos interativos. O LMS, acredito, em pouco tempo estará vazio, abandonado. Ele não é a cara do jovem, dos chamados nativos digitais, mais familiarizados com os ambientes de jogos, por exemplo”, concluiu João Mattar.